Mortes em sequência de atrizes pornô alerta para riscos da profissão

Veja a lista!

Nos últimos meses, a morte de cinco atrizes pornô nos Estados Unidos balançou a indústria de entretenimento adulto e lançou um alerta sobre os riscos que essas mulheres enfrentam. Agora, o setor fez um chamado por respeito e apoio a atrizes que estão lidando com questões emocionais, vício em drogas ou intimidação online.
Primeiro, Shyla Styles faleceu em circunstâncias desconhecidas em novembro, durante uma visita a sua família.
Em seguida, em dezembro, August Ames se suicidou. A atriz, de 23 anos, foi encontrada enforcada em um parque. Ela havia se queixado de uma grande quantidade de ataques nas redes sociais a acusando de homofobia, depois que se recusou a participar de uma gravação com um ator bissexual, conhecido por não usar proteção. "A maioria das garotas não grava com rapazes que fizeram pornô gay, por segurança", falou Ames, no Twitter.
August Ames 
Outra atiz morta é Yurizan Beltrán, resultado de overdose de opióide prescrito principalmente pela intoxicação de hidrocodona. A morte foi acidental. A hidrocodona é vendida comercialmente como ‘Vicodin’ e quando tomada em excesso tem efeitos perigosos, baixando o ritmo cardíaco e a respiração e pode levar à morte.
O amigo de Yurizan, Nick Melilla, disse anteriormente que sua morte foi um trágico acidente, já que ela tomou pílulas demais. Ele disse: “A industria adulta é desenfreada com drogas – especialmente a metanfetamina, porque é barata – e pílulas.”. Uma autópsia determinou que outra causa “significativa” de sua morte foi broncopneumonia.
Yurizan, Nick Melilla

Quem também faleceu nos últimos meses foi Olivia Nova, 20 anos, que estava na profissão há menos de um ano, morta em 7 de janeiro em Las Vegas, vítima de sepse, uma infecção generalizada que atinge principalmente a corrente sanguínea.
A última morte da trágica lista foi a da atriz Olivia Lua, em uma clpinica de reabilitação. Ela teria ingerido bebidas alcóolicas e remédios.
PRECONCEITOS E MUDANÇAS
Apesar de a pornografia sempre ter sido alvo de estigmas, as atrizes dizem que as redes sociais exacerbaram a situação, as deixando mais suscetíveis a trolls (pessoas que são ofensivas na internet) e comentários desumanizantes. "Sou uma mãe e uma atriz pornô e isso é muito complicado", diz Tori Black, que voltou à atuação pornô depois de uma pausa de sete anos para se dedicar à família. "Eu posso postar a foto mais inocente, cotidiana, totalmente vestida e ainda assim alguém comenta: 'Não tem vergonha? Você tem filhos!'"
Para Black, os raivosos e trolls são um reflexo da amplificação de preconceitos muito antigos, que veem a sexualidade como algo degradante. É só mudando essa cultura gradualmente, diz Black, que as atrizes poderão ter o respeito que merecem. "Escolhemos esta indústria porque o sexo é algo que nos comove e nos apaixona, da mesma maneira que um músico é atraído pela música", explica.
Também por caua disso, a indústria pornô tem passado por mudanças importantes. Uma delas é a enxurrada de sites de compartilhamento de vídeos pornô, muitas vezes gratuito e pirateado. Isso significou tanto a sobrevivência de conteúdos mais degradantes como uma redução dos salários.
Para as atrizes, esse novo mundo de conteúdo acrescentou nova camada de complexidade sobre como se sentem em sua profissão. Isso inclui a pressão para sair da zona de conforto, algumas vezes aceitando papeis que não fariam em outras circunstâncias.
A indústria pornô também teve seu próprio movimento #MeToo, de denúncia de casos de assédio, com numerosas acusações dentro e fora do set.
(Com informações da BBC Brasil)
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